Não inicie um curso de mestrado/doutorado sem antes ler este texto.

Você terminou a graduação e um dos caminhos possíveis é ingressar numa pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) visando uma carreira acadêmica. Pois bem, o objetivo deste texto é destrinchar as várias etapas que você encontrará ao longo do caminho!

Eis alguns pontos que você deve analisar.

O TEMPO
Optar por uma pós-graduação stricto sensu implica em passar mais dois anos fazendo mestrado e mais quatro anos fazendo doutorado, portanto, são seis anos a mais de estudos.

O ECONÔMICO
Se tudo correr bem você terá uma bolsa que hoje tem os valores de R$ 1500,00 para o mestrado e de  R$ 2200,00 para o doutorado. Isso significa que seis anos após a sua formatura você estará ganhando, dependendo da profissão é lógico, muito menos que os seus colegas de faculdade. Acredite, isso pesa.

OS DIREITOS
Como pós-graduando você não tem nenhum direito trabalhista, ou seja, você não tem férias, não tem 13º e não contribui com o INSS. Isso interfere lá na frente, na hora da aposentadoria.
Observação: algumas pessoas fazem uma contribuição independente durante a pós-graduação, para ir contabilizando no montante final, mas são poucas as pessoas que sabem dessa possibilidade. Informe-se sobre isso.

O ORIENTADOR
Você pode conseguir um orientador amável e que funcionará como guia sinalizando os caminhos que você deverá percorrer durante a sua pós-graduação. Mas também poderá ter um orientador negligente que transformará sua vida num inferno, portanto, obtenha previamente o maior número de informações possíveis do seu futuro orientador.

AS ATIVIDADES
A pós-graduação requer um grande número de atividades que consumirão boa parte do seu tempo e talvez dê sua saúde mental. São elas: cursar disciplinas, fazer relatórios, coletar dados, coorientar colegas, reuniões, escrever artigos, participar de congressos, qualificar, escrever a dissertação e/ou tese. No geral, tudo isso vem junto e misturado, você deve ter um bom senso de organização para que tudo saia Ok.

RELAÇÕES PESSOAIS

Seu foco será o seu curso, família, relacionamentos e amizades estarão em segundo plano.

PÓS DEFESA
Não é pequeno o número de pessoas que passam 5, 6, 7 anos fazendo pós-doutorado. Isso ocorre por que o sistema é incapaz de absorver todo mundo, mas isso não é uma exclusividade Brasil. Nos Estados Unidos e na Europa apenas 30% dos doutores permanecem na universidade, o restante vai para o mercado de trabalho, diferentemente do Brasil, no qual é raro encontrar um doutor numa indústria.
Nesse momento é preciso fazer contas e ser frio, se você está há 7 anos no pós-doutorado, significa que você já está formado há pelo menos 12 anos, se por acaso você ficar sem bolsa, você estará desempregado e sem nenhuma garantia de nada. Ou seja, você tem dois títulos, alguns artigos e nenhuma certeza de que terá um emprego.

O EMPREGO
No Brasil, quase que a totalidade dos doutores estão nas universidades ou nos centros de pesquisas, salvo raras exceções.
Para conseguir um emprego em uma universidade privada é preciso uma boa rede de contatos e uma certa dose de sorte.
Já nas universidades públicas e no centros de pesquisas é necessário passar num concurso público. Hoje, um concurso para professor tem de cinco a mil candidatos, dependendo da área e da vaga pretendida.

O QUE FAZER ENTÃO?
Nas linhas acima, eu esbocei, mais ou menos, o percurso que todos os pós-graduandos percorrem desde que resolvem fazer um mestrado até conseguirem o tão sonhado emprego. Obviamente cada história tem suas particularidades, alguns enfrentam bem todas essas etapas, outros não.
Caso opte por seguir em frente, rumo a carreira acadêmica, espero que este texto lhe auxilie sobre o que virá! A jornada é longa e você deve estar muito consciente da sua decisão. Boa sorte!

Já conhece o nosso site? Mais completo, mais moderno e mais bonito, confira em: https://www.tudosobreposgraduacao.com/

Como proferir uma grande palestra científica

“Foi horrível”, diz Eileen Courtney. “Eu era apenas uma pilha de nervos. Não pude comer durante todo o dia anterior. Foi quando percebi que precisava superar meu medo de falar em público”.

Courtney é uma estudante no terceiro ano do doutorado que estuda interações entre metais e materiais semicondutores bidimensionais na Universidade de Limerick, na República da Irlanda. Seu momento de revelação veio quando ela foi contemplada à apresentar sua pesquisa em Congresso em Manchester, no Reino Unido, em julho de 2017.

A sensação de pavor que a perspectiva de estar no palco pode desencadear é familiar para muitos cientistas em início de carreira. Poderia ser induzido por um convite para uma conferência internacional, uma reunião de grupo acadêmico ou um evento de engajamento público. Ou pode ser causado por uma apresentação tão importante como parte de um processo de entrevista.

Embora as audiências e objetivos de uma palestra possam diferir, as habilidades e técnicas necessárias para obtê-la são semelhantes. Então, o que diferencia uma boa apresentação de uma ruim? Como você pode subir o seu jogo na frente do púlpito? E ser capaz de impressionar um público realmente tão importante?

A resposta a essa última pergunta é um enfático sim, diz Susan McConnell, neurobióloga da Universidade de Stanford, na Califórnia, que dá palestras sobre dar palestras há mais de uma década. “O objetivo de fazer ciência é poder comunicá-la aos outros”, diz McConnell. “Seja para nossos colegas próximos, outros cientistas com interesse geral em nossa área ou para não-cientistas, a clareza de comunicação é essencial.”

ENVOLVA-SE COMO UM CAMPEÃO

Excelentes habilidades de falar em público não são suficientes para uma boa apresentação, mas ajudam. Em agosto, Ramona J. Smith, professora do ensino médio de Houston, Texas, foi coroada como Toastmasters 2018, campeã mundial de falar em público.

Estas são suas 10 principais dicas, que ela planeja delinear com mais detalhes em um e-book.

1 Seja você mesmo: as pessoas se relacionam e se conectam com a autenticidade.

2 Prepare-se, pratique e aperfeiçoe: livre-se de palavras muleta, como “um” e “você sabe”.

3 Descreva o que você está nos dizendo: use palavras vivas para ajudar o público a pintar um quadro.

4 variedade Vocal: mudar o seu tom, volume e tom para manter o público envolvido.

5 Estude os grandes:  observe o que os grandes oradores realmente fazem.

6 Obtenha feedback:  um público prático pode ajudá-lo a eliminar os erros.

7 Aparência: se você parecer bem, você se sentirá bem, o que irá ajudá-lo a dar um grande discurso.

8 Pausa: elas dão ao público tempo para pensar e os ajuda a se envolver.

9 Linguagem corporal:  use gestos e use o espaço para ajudar a transmitir sua mensagem.

10 Seja confiante: usar o seu rosto, linguagem corporal e postura para ganhar o palco.

Nem todos os pesquisadores reconhecem o valor de se afastar do laboratório para contar aos colegas sobre seu trabalho. “Alguns têm a ideia de que, se você está gastando tempo dando uma palestra, está gastando tempo em marketing, o que poderia ser melhor gasto fazendo ciência”, diz Dave Rubenson, co-fundador da nobadslides.com, empresa sediada em Los Angeles, que oferece cursos sobre apresentações eficazes de slides. “Na verdade, o processo de criar uma palestra convincente e fazer com que seu público entenda isso melhora tanto a sua compreensão quanto a deles e é fundamental para a própria ciência.” Além disso, Rubenson diz que se apresentar em conferências é uma ótima maneira de atrair o público. Colaboradores que podem ajudá-lo a abrir novos caminhos e avançar em sua carreira, mas somente se aqueles que estiverem ouvindo entenderem o que estão sendo mostrados.

Eles precisam saber desde o início por que eles deveriam se importar com o que você está dizendo. Qual é a ‘história’ no coração da sua apresentação? Criar um resumo conciso de sua palestra, sobre o qual você pode adicionar complexidade, é um ponto de partida melhor do que ponderar qual arquivo de 500 slides você pode deixar de fora, diz Rubenson.

Os apresentadores geralmente falham porque tentam fornecer informações complexas demais. A linguagem e o conteúdo, normalmente, devem ser projetados para um não especialista. “Você precisa pensar na pessoa menos conhecedora do seu público que você deseja alcançar”, diz Rubenson.

Outro erro comum é o uso de slides como “depósito de dados”. Lembre-se daqueles momentos em que você deu uma olhada em slides excessivamente movimentados, cheios pequenos gráficos e se perguntou por que o apresentador menciona apenas um deles? Tenha isso em mente ao projetar seus próprios slides. Softwares de animação que permitem adicionar informações aos slides enquanto você fala podem ajudar.

Acima de tudo, é importante manter o foco do seu público.

Diferentes métodos funcionam para pessoas diferentes. Aqui estão as dicas de Eileen Courtney para manter a calma no púlpito.

1 Pratique em um ambiente semelhante àquele em que você dará sua palestra.

2 Memorize frases-chave dentro de um esquema, em vez de aprender palavra por palavra.

3 Verifique se você está dentro do limite de tempo, então o relógio é uma coisa a menos para se preocupar.

4 Use algo com aparência profissional e confortável, não uma roupa nova.

5 Evite comer em excesso e limite a ingestão de café.

Você pode ajudar a evitar mentes perdidas incluindo slides de resumo no final das seções. “Você pode pensar em uma palestra como uma série de mergulhos de dados”, diz McConnell. “Você precisa ir para o ar periodicamente e dizer ‘isso é o que acabamos de aprender, esta é a conclusão e é assim que ela se conecta à próxima parte’”.

McConnell descreve essa e muitas outras maneiras de os pesquisadores melhorarem suas habilidades de apresentação científica neste vídeo. Outra fonte de conselhos é o livro Designing Science Presentations, do neurocientista americano Matt Carter. Enquanto estes oferecem pontos úteis, a maioria das pessoas acha que quando se trata de falar em público e apresentar, a prática faz, se não perfeita, certamente melhor.

Essa noção é fundamental para a Toastmasters International, uma organização sem fins lucrativos que ajuda as pessoas a melhorar suas habilidades de falar em público por meio de sua rede de mais de 16.000 filiais em 143 países. Em reuniões semanais ou quinzenais, os membros praticam discursos e dão feedback uns aos outros. Foi para a uma filial local que Eileen Courtney buscou ajuda no último verão, depois de perceber que suas habilidades de apresentação precisavam ser melhoradas. Parece que a decisão dela valeu a pena. Em maio, ela foi vice-campeã e favorita do público na competição 3 Minute Wonder, um desafio de comunicação científica conduzido pelo Instituto de Física de Londres, no qual os participantes têm um slide e 180 segundos para apresentar suas pesquisas a não-especialistas.

“Recentemente, tive de fazer outras apresentações e me acalmei muito, como resultado da participação em Toastmasters e do ensino como parte do meu doutorado”, diz Courtney. “À medida que você ganha mais experiência de falar diante de uma multidão, fica muito menos assustador”.

Adaptado de: Nature 564 , S84-S85 (2018)

doi: 10.1038 / d41586-018-07780-5

Este artigo faz parte do Nature Events Guide 2019 , um suplemento editorial independente.

Links úteis para o usuário do Portal de Periódicos da CAPES

Realizar pesquisas em um acervo tão amplo tem inúmeras vantagens, mas não é raro surgirem dúvidas. É por isso que a CAPES oferta treinamentos online  http://mailer.periodicos.capes.gov.br/lt.php?id=fEUAVEoHChkBA1JTCQ4
gratuitamente para os usuários, de segunda-feira a sábado, em diversos horários. Os usuários também encontram materiais didáticos http://mailer.periodicos.capes.gov.br/lt.php?id=fEUAUw9MBFxMBVFRDwYB dos conteúdos no menu Suporte da home.
Os próprios editores oferecem canais para que o público dissolva as dificuldades referentes a conteúdos e ferramentas de busca.
Guarde essas dicas!
Begell House
A editora mantém um canal de vídeos  http://mailer.periodicos.capes.gov.br/lt.php?id=fEUCUwdMBFxMBVFRDwYB com dublagem em português. A página ainda é recente, mas vale a pena se inscrever e acompanhar os uploads.Os usuários também podem solicitar materiais informativos ou enviar dúvidas e sugestões diretamente para o e-mail southamerica@begellhouse.com.
BioOne
Representada pela PCG, a editora mantém uma      u  página http://mailer.periodicos.capes.gov.br/lt.php?id=fEUCUwRMBFxMBVFRDwYB com informações, guias, tutoriais e vídeos (alguns incluem legenda).
BMJ
A British Medical Journals (BMJ) coloca à disposição dos usuários um e-mail de contato para atendimento de todos os tipos (solicitações, dúvidas, sugestões etc.): LatAmSupport@bmj.com.
Clarivate Analytics
A editora lançou recentemente o LibGuides. http://clarivate.libguides.com/home
Trata-se de um site onde o usuário encontra informações sobre diversos conteúdos disponibilizados por meio do Portal de Periódicos da CAPES, como o Web of Science e o Journal Citation Reports, entre outros.
Contém vários recursos, como toolkit para bibliotecários, guia para autores e pesquisadores, suporte técnico, calendário de treinamento, vídeos de suporte, links mais pesquisados, guias em PDF e outras alternativas para auxiliar o usuário no entendimento das ferramentas.
Além do LibGuides, http://clarivate.libguides.com/home a Clarivate Analytics alimenta também uma página de vídeos no YouTube, que podem ser visualizados no canal Web of Science Training. https://www.youtube.com/channel/UCNSRST2NdW-1I8wRSa1FhuA
Dot.Lib – diversos editores
A Dot.Lib representa diversos editores que compõem o acervo do Portal de Periódicos, como American Society of Civil Engineers, Thieme, Science of Synthesis, Project Muse, Jstor, Cold Spring Harbor, entre outros.
A empresa reúne vídeos com tutoriais referentes às editoras parceiras no canal DotlibTV. Os vídeos têm legenda disponível e muitos deles são produzidos pela própria Dot.Lib – nesse caso, o material é totalmente em português.
Vale lembrar que o canal é alimentado regularmente, então a dica é se inscrever para receber as atualizações assim que elas ocorrem.
Adicionalmente, a marca oferece aos usuários um e-mail para contato direto com a equipe de treinamento para tirar dúvidas ou solicitar materiais didáticos: treinamento@dotlib.com.
EBSCO – diversos editores
A EBSCO também é uma organização que representa vários editores científicos, fazendo a ponte entre as marcas parceiras e as instituições que utilizam os conteúdos.
A empresa oferece uma página de Recursos em Português, https://help.ebsco.com/interfaces/International_Resources/portugues onde são encontrados vídeos e tutoriais da plataforma EBSCOHost.
Abaixo estão links de apoio ao usuário de alguns editores representados pela EBSCO:
Elsevier
A editora Elsevier disponibiliza um e-mail de comunicação para atendimento aos usuários: usinfo@elsevier.com.
Além disso, oferece páginas de suporte e material de apoio para alguns conteúdos individualmente:
• ScienceDirect http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUAVMBFxMBVFRDwYB (acesso, FAQ, treinamentos, como usar o produto, conteúdo);
• Scopus  http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUAJMBFxMBVFRDwYB (FAQ, correções, tutoriais e acesso e uso) – o Scopus tem ainda um –  blog http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUA5MBFxMBVFRDwYB com dicas, novidades e outras informações sobre o recurso;
• Reaxys http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUABMBFxMBVFRDwYB (acesso, treinamentos, como usar o produto, conteúdo);
• Compendex | Engineering Village –  http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUAFMBFxMBVFRDwYB (guia de referência rápida em português) – este conteúdo também tem um blog http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUA5MBFxMBVFRDwYB e uma página de vídeos  http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUA9MBFxMBVFRDwYB
Emerald
A editora investe no desenvolvimento de material direcionado para o público brasileiro. Os principais recursos oferecidos são:
• Guias de acesso –    http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUQZMBFxMBVFRDwYB à plataforma Emerald Insight em português (entre outros idiomas) para usuários e bibliotecários;
• Playlist com vídeos tutoriais animados  – http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUQdMBFxMBVFRDwYB em português;
• Página no Facebook – http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUQRMBFxMBVFRDwYB para divulgar treinamentos via Portal de Periódicos e informações sobre publicações e atividades;
• Atendimento ao usuário por meio de contato direto com uma profissional brasileira, responsável por esclarecer dúvidas e promover treinamentos online e presenciais da editora: Tutilla Aragão (taragao@emeraldgroup.com ou latinamerica@emeraldinsight.com).
Mary Ann Liebert
Também representada pela PCG, a editora oferece aos usuários  http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUQVMBFxMBVFRDwYB de perguntas mais frequentes, com dados úteis para a comunidade acadêmica em geral e informações específicas para pesquisadores que desejam submeter trabalhos aos periódicos da Mary Ann.
ProQuest
uma página em português específica para os usuários do Portal de Periódicos da CAPES, onde são disponibilizados materiais como gravações de treinamentos, guias para criar estratégias de busca, caderno de exercícios com estratégias de busca, quiz básico e avançado para testar conhecimentos em caracteres de busca, informações sobre as bases de dados, tutoriais para uso da plataforma e contatos do treinador ProQuest.
Outras ferramentas interessantes para os usuários assíduos do conteúdo são:
• Newsletter:  http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUQNMBFxMBVFRDwYB notícias/informações relevantes e agenda de treinamentos online;
• Página de vídeos curtos http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUQBMBFxMBVFRDwYB sobre uso da plataforma;
• Blog em português:  http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCUQFMBFxMBVFRDwYB novidades, notícias relevantes sobre carreira, biblioteca e instituição;
Adicionalmente, a editora desenvolveu dois folders digitais direcionados aos usuários da biblioteca virtual da CAPES:
• Bases de dados ProQuest no Portal de Periódicos da CAPES; http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCVgZMBFxMBVFRDwYB 
Springer Nature
Eventuais dúvidas de usuários, tanto referentes à plataforma SpringerLink quanto aos periódicos da Nature.com, devem ser direcionadas para a especialista Paula Sebastiany, pelo e-mail de contato paula.sebastiany@springernature.com.
Antes de contatar a profissional, os usuários podem encontrar respostas aos seus questionamentos nos links abaixo, que reúnem conteúdo/materiais de suporte da editora em inglês:
Em português, a editora oferece os tutoriais:
• SpringerLink: Iniciando a pesquisa
• SpringerLink: eBooks
• SpringerLink: Periódicos
• SpringerLink: Citações & Métricas
• SpringerLink: Usuário Administrador (para bibliotecários)
Wiley
Os usuários do Portal de Periódicos têm à disposição vários recursos de pesquisa da Wiley. Para otimizar a experiência de navegação, a editora oferece três canais principais:
• Tutoriais de autoaprendizagem gratuitos e com áudio completo disponível em vários idiomas, inclusive português;  http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCVwRMBFxMBVFRDwYB
• Guia do usuário para vários conteúdos, incluindo os da Wiley Online Library e da Cochrane Digital Library;  http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCVwVMBFxMBVFRDwYB
• Registro de alertas que oferece, a partir do preenchimento de um formulário, opções para o usuário ficar por dentro de suas áreas de interesse e novidades da marca.    http://mailer.periodicos.capes.gov.br//lt.php?id=fEUCVwJMBFxMBVFRDwYB 

Campanha alerta para cursos de mestrado e doutorado irregulares

A CAPES lançou campanha de alerta aos estudantes que pretendem cursar mestrado ou doutorado sobre a oferta irregular de tais cursos. A iniciativa esclarece que programas de pós-graduação stricto sensu oferecidos de forma irregular, isto é, que não cumprirem a legislação em vigor e não foram aprovados por meio da Avaliação de Propostas de Cursos Novos (APCN), não possuem autorização para iniciar suas atividades.

Para a Diretora de Avaliação da CAPES, Sonia Báo, a atuação de cursos irregulares causa um forte prejuízo para o País. “Ter pessoas formadas por cursos de baixa qualidade e desautorizados gera grande prejuízo ao cidadão e à sociedade, além do prejuízo financeiro; triste ser enganado por instituição que não é válida e nem creditada dentro do Sistema Nacional de Pós-Graduação”.

Os programas considerados irregulares não podem emitir diploma com validade nacional. “Esses cursos acabaram se proliferando, aproveitando a boa-fé de cidadãos brasileiros que, querendo se qualificar, acabam comprando gato por lebre”, adverte Sergio Avellar, Coordenador Geral da Coordenação Geral de Normas e Estudos da Diretoria de Avaliação da CAPES. Em 2018, a CAPES recebeu 84 demandas a respeito de oferta de cursos irregulares.

A campanha conta com publicações nos perfis da CAPES nas redes sociais, envio de e-mails e atividades presenciais de sensibilização junto a públicos específicos, como membros do Ministério Público e representantes das Secretarias de Educações de estados e municípios.

Resumidamente, os mestrados e doutorados regulares são reconhecidos pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologados pelo Ministério da Educação. Esses programas de pós-graduação stricto sensu podem emitir diplomas com validade nacional. No Brasil, antes de entrar em funcionamento, o curso é submetido à APCN. Nesta ocasião, a instituição interessada informa à CAPES como pretende oferecê-lo, a infraestrutura existente para a oferta, a bibliografia a ser utilizada e a quantidade de vagas. A avaliação das propostas é realizada anualmente, de acordo com calendário pré-estabelecido. Para 2019, a submissão da APCN ocorrerá entre os dias 13 de maio a 28 de junho.

Se for aprovada pela CAPES, a proposta é submetida ao CNE para análise dos dados e reconhecimento do curso. Apenas as propostas validadas em todas as instâncias são homologadas pelo Ministério da Educação e estão autorizadas a entrar em funcionamento. A relação dos cursos regulares pode ser pesquisada no portal da CAPES na internet. 

Coordenadora de Normatização da Avaliação da CAPES, Maria de Lourdes Fernandes Neto, explica que o órgão tem ação limitada no sentido de fazer com que cursos irregulares sejam fechados. “Quando recebemos denúncias, acionamos o Ministério Público do estado em que está ocorrendo o curso irregular, o qual tem competência para defender os direitos dos cidadãos e averiguar os casos levantados”. Ela ressalta que a denúncia pode ser feita de maneira anônima e solicita que o máximo de informações possíveis sejam fornecidas.

O Ministério Público tem competência legal para investigar a oferta de cursos irregulares. A CAPES é responsável por avaliar e acompanhar programas regulares. Os irregulares estão fora do sistema e não podem ser monitorados. “Devemos combater o máximo que pudermos para fazer com que a sociedade não seja enganada por oportunistas”, conclui Sonia Báo.

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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