PORTAL DE PERIÓDICOS

Imagine acessar vários tipos de conteúdo: periódicos, referências, resumos, teses, dissertações, obras de referências (dicionários, enciclopédias, compêndios, etc), patentes, livros, estatísticas, normas técnicas e materiais audiovisuais (vídeos, atlas 3D e músicas), vinculados a um único local que pode ser acessado pelo usuário de várias formas. Este é o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

A CAPES garante ao Brasil uma das maiores bibliotecas virtuais do mundo. O conteúdo indexado está disponível para usuários de mais de 400 instituições de ensino e pesquisa em todo o país. Isto quer dizer que, aproximadamente, seis milhões de usuários têm acesso a uma ampla bibliografia nas diversas áreas do conhecimento. Dados estatísticos de 2016 apontam que o Portal de Periódicos da CAPES obteve mais de 146 milhões de acessos no ano, cerca de 400 mil acessos diários, sendo a maioria destinados a bases referenciais (mais de 91 milhões).

A biblioteca virtual da CAPES é importante instrumento para a atividade científica, tecnológica, acadêmica e de inovação, reduzindo as desigualdades regionais no acesso à ciência. Instituições brasileiras, inclusive aquelas de menor porte e situadas em regiões menos favorecidas, têm possibilidades iguais de acesso imediato a informações científicas qualificadas.

Pessoas da comunidade em geral também podem fazer pesquisas utilizando o Portal de Periódicos. Além dos conteúdos assinados pela CAPES, que estão disponíveis para os usuários das instituições vinculadas com IPs reconhecidos, a biblioteca virtual abrange conteúdos de acesso aberto, como repositórios de universidades, revistas científicas nacionais e internacionais.

Além disso, o usuário tem liberdade para escolher a forma como deseja acessar o acervo. A pesquisa pode ser realizada no Portal de Periódicos (por meio de um dos quatro tipos de busca disponíveis na página inicial), pelo seu aplicativo para aparelhos móveis, diretamente no site da editora ou o conteúdo pode ser localizado em algum buscador, como o Google. Isso é possível por que o sistema de acesso ao conteúdo vinculado ao portal faz reconhecimento do número que identifica o computador conectado à rede, de forma que há conteúdos gratuitos para todo o Brasil, desde que acessados de um IP brasileiro.

Conheça o Portal de Periódicos.

(Brasília – CCS/CAPES – Com informações do Portal de Periódicos)

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “CCS/CAPES”

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O Brasil é a Nova Roma ( Darcy Ribeiro)

“É isso a aventura brasileira e que eu resumo dizendo que o que nós somos, mesmo, é uma nova Roma.

E argumento: há dois mil anos atrás os soldados romanos saíram lá da Itália, da Enestrúlia, conquistaram, não se sabe muito bem como, a península ibérica, ficaram lá. Conseguiram latinizar a península ibérica e resistiram às invasões escandinavas, depois de 700 anos de dominação árabe, mantendo a língua e mantendo a “romanidade”.

Mil e quinhentos anos depois saltaram ao mar e vieram aqui e aqui é que deu certo. Você veja, a França não se expandiu. A Itália não se expandiu, ficaram lá comendo a sua comidinha, […?] muito menos.

O que expandiu foi a Ibéria. E a Ibéria veio e construiu esta coisa, equivalente ao mundo neobritânico, o mundo neolatino – do qual nós somos a unidade principal. É a nossa nação neolatina que é a mais rica, a mais futurosa. Então nós somos a nova Roma. A nova Roma é o Brasil.

Uma Roma lavada em sangue índio, lavada em sangue negro, melhor, tropical, e que está chamada a representar um importante papel no mundo. E esse livro mostra lentamente, cuidadosamente isso. E eu creio que ele tem uma grande beleza também, porque é uma beleza a aventura do nosso povo se fazendo a si mesmo.

Tal como uma figura terrível: a brutalidade, a incapacidade, a mediocridade da nossa classe dominante, que aqui o que faz é enricar, é ter vantagem para ela, é juntar, é gastar. O Brasil sempre foi um moinho direto da gente, moeu, liquidou seis milhões de índios que tinha aqui. Liquidou. Mais 12 milhões de negros africanos. Pra quê? Para adoçar a boca de europeu com açúcar. Para enriquecer com o ouro de Minas Gerais.

Então, a classe dominante sempre se deu bem e continua se dando bem. Mas o povão está aí, com uma fome que é espantosa. Por que fome neste país? Por que criança sem escola neste país? Por que que nós só somos melhores, só somos melhores, excluindo São Paulo, do que Bangladesh, em educação?

É pra morrer de vergonha. Então, tanto é bonito este povo se reinventando, se fazendo, se construindo, como esta classe dominante medíocre, que a gente tem que dar um jeito nela, para obrigá-la aceitar que o Brasil realize suas potencialidades, de uma nova civilização, de uma nova Roma.”