Que tipo de médicos estamos formando ?

De ontem para hoje, repercutiu, negativamente, em todo o Brasil, a foto de 7 estudantes de medicina da Universidade Vila Velha. É de um mau gosto tremendo.

Há cerca de 4 anos, estudantes de medicina hostilizaram médicos cubanos que chegavam ao Brasil para participarem do programa mais médicos.

Não faz muito tempo, médicos trocaram mensagens criminosas, via whatsapp, contendo dados clínicos sigilosos da ex-Primeira Dama, Marisa Letícia (falecida em 3 de fevereiro deste ano). Tripudiaram sobre seu estado de saúde e torceram por sua morte.

Que tipo de médicos estamos formando em nossas universidades?

A Universidade Vila Velha se pronunciou sobre o caso, diz que: “repudia todas as formas de ofensa e desrespeito, seja de cunho preconceituoso ou exposição indevida de uma profissão”.

Em resposta ao comunicado da universidade, algumas pessoas pensam que esta é isenta de culpa, pois como diz  ela própria (a universidade), “os atos dos alunos foram iniciativas pessoais”. Acontece que é a Universidade Vila Velha que dará um papel, o diploma, para estes alunos, dizendo que estes estão aptos a exercerem a profissão médica com ética, moral, profissionalismo, transparência, etc. Estão mesmo?

Em vários posts da internet aparecem a seguinte frase “foi só uma brincadeira”. Não é não. Brincadeira é quando todos se divertem, e este, definitivamente não é o caso.

É um absurdo que qualquer tipo de conotação sexual passe pela cabeça de um profissional, se este for um médico, o agravante é pior. Médicos ginecologistas tratam mulheres dos 8 aos 80 anos. Quando uma pessoa vai se consultar, ela vai “desarmada”, com o objetivo de resolver seus problemas, a fuga da esfera profissional é grave!

Como levar uma garota de 11 anos para se consultar com pessoas como estas da foto, que publicam uma imagem nas redes sociais vestindo jaleco, com as calças abaixadas até os tornozelos, fazendo um gesto com as mãos, que remete à genitália feminina e com a legenda “#PintosNervosos”?

Uma amiga, estudante de medicina numa grande universidade federal, me disse o seguinte: “o triste é saber que eles não são os únicos, tenho colegas assim aqui na minha faculdade”.

Há relato de mulheres dizendo que tem pavor de se consultarem com ginecologistas homens, porque elas nunca sabem de onde pode vir o ataque, mesmo estando num local em que deveriam se sentir seguras.

A classe médica, os conselhos federais e regionais precisam se pronunciar. Todo o contexto é triste e preocupante, precisa ser repudiado, refletido e repensado!

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